Erir Ribeiro cobra apoio da imprensa: 'Todos têm que ter responsabilidades'Reunião de emergência discutiu atos de vandalismos em protesto no Leblon.
"Não deu certo. Então, hoje [quinta], já vamos sentar para reavaliar. O
gás é para dispersar os vândalos. Então, as pessoas falaram para não
usar o gás. Nessa ação, foi prejudicada", disse Erir, após reunião de
emergência no Palácio Guanabara.
A reunião foi convocada pelo governador Sérgio Cabral após a destruição
causada por uma minoria de manifestantes no Leblon e em Ipanema. Após
cerca de quatro horas de ato pacífico, um grupo de mascarados e
policiais entraram em confronto por volta das 23h. Em seguida, dezenas
de jovens inciaram saques, depredações e vandalismo pelas ruas dos
bairros. Quinze pessoas foram detidas — apenas um segue preso — e cinco
PMs ficaram feridos, segundo a polícia.
'Cospem na nossa cara'
As críticas publicadas na imprensa sobre os suspostos excessos da PM foram alvo de Erir Ribeiro. "É mijo o que eles jogam em cima da gente. Cospem na nossa cara. Nós somos, também, cidadãos. Estamos para dar segurança a todos vocês. Inclusive para a imprensa. E nós não estamos tendo apoio dos senhores também", reclamou. "Se a PM não estiver ali, é anarquia. E todos têm que ter responsabilidades. Todos nós. Não brinque com o que está acontecendo, não. Ninguém sabe o que está por trás. Niguém sabe. Então, a responsabilidade da mídia é muito grande", comentou o comandante da PM.
Além de Erir e Cabral, participaram da reunião o secretário de
Segurança Pública José Mariano Beltrame; a chefe da Polícia Civil,
Martha Rocha; o chefe do Estado-Maior da PM, coronel Alberto Pinheiro
Neto; e os secretários da Casa Civil, Regis Fichtner, e de Governo,
Wilson Carlos Carvalho.
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