Vídeo mostra menino suspeito de matar família de PMs saindo de carro
Um amigo reconheceu Marcelo Pesseghini como o menino que, no vídeo, sai
do carro e se dirige para a escola, segundo a polícia. O suspeito
estava com a mesma mochila que, posteriormente, foi encontrada por
policiais militares na residência da família assassinada. Na mochila,
havia um revólver calibre 32, de propriedade da mãe de Marcelo, a cabo
da PM Andréia Regina Bovo Pesseghini, e alguns pertences.
Veja o Vídeo:
O menino é o principal suspeito de matar os pais policiais militares, a
avó e a tia-avó na madrugada de segunda-feira. Ele teria ainda ido à
escola no período da manhã e se matado após retornar para casa, na Vila
Brasilândia, na Zona Norte da capital paulista.
Desejo de matar
O delegado Itagiba Franco, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse, em entrevista coletiva nesta tarde, que um amigo de escola, cujo nome não foi revelado, contou em depoimento à polícia que Marcelo já tinha manifestado o desejo de matar os pais e que queria ser "matador de aluguel".
O delegado Itagiba Franco, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse, em entrevista coletiva nesta tarde, que um amigo de escola, cujo nome não foi revelado, contou em depoimento à polícia que Marcelo já tinha manifestado o desejo de matar os pais e que queria ser "matador de aluguel".
"Esse amigo (do Marcelo) nos disse hoje: 'desejo manifestado pelo
Marcelo: ele sempre me chamou para fugir de casa para ser um matador de
aluguel. Ele tinha o plano de matar os pais durante a noite, quando
ninguém soubesse, e fugir com o carro dos pais e morar em um local
abandonado'", relatou Franco.
A policial militar Andréia Regina Bovo Pesseghini, de 36 anos, o
sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini, a mãe da policial militar,
Benedita de Oliveira Bovo, de 67 anos, a tia da policial, Bernadete
Oliveira da Silva, de 55 anos, e o filho do casal foram encontrados
mortos em duas casas da família que ficam no mesmo terreno.
Diante das evidências obtidas pela polícia nesta terça-feira, o
delegado afirmou que tudo "leva a crer que o Marcelo matou os pais" e os
parentes. "Ele já tinha esse desejo que, na minha opinião, veio a
concretizar. Foi uma tragédia familiar. De uma forma silenciosa, ele
vinha se preparando para alguma coisa", completou.
De acordo com o delegado do DHPP, havia uma dúvida ainda em relação a
quem havia estacionado o carro da cabo Andréia Regina Bovo Pesseghini em
frente à escola onde Marcelo estudava, na manhã de segunda-feira. "Quem
teria tirado o carro de lá? Qual a razão desse carro estar na
proximidade da escola do garoto? A chave (do carro) ainda não havia sido
encontrada. De início, nós acreditávamos que um garoto de 13 anos não
teria condições de tirá-lo de lá. Mas um perito me informou que a chave
estava no bolso da jaqueta do menino que estava na sala. Tudo vai se
encaixando", disse.
Segundo Itagiba Franco, a imagem de uma câmera que fica próxima ao
ponto onde o carro da família foi estacionado mostra que um jovem desce
do banco do motorista e atravessa a rua. O amigo de escola teria
reconhecido Marcelo como a pessoa que aparece nas imagens. Ainda de
acordo com as investigações, o estudante comentou com uma professora do
colégio que já tinha dirigido um buggy uma vez.
As testemunhas começaram a ser ouvidas pela polícia já na madrugada
desta terça-feira, de acordo com o delegado. Uma das professoras de
Marcelo relatou à polícia que teve uma conversa com o menino, onde foi
indagada por ele se ela já havia dirigido um carro e se ela já havia
atingido, de alguma forma, os pais. "Ela achou estranho aquela conversa,
mas respondeu de uma forma, assim, profissional, e manteve aquela linha
de raciocínio."
O pai do melhor amigo de Marcelo informou que deu carona ao menino na
volta da escola. O suspeito, então, teria pedido para o homem parar o
carro para ele ir até o Corsa prata da mãe, que já estava estacionado
próximo à escola.
"Ele saiu do banco do carona, se dirigiu até lá, abriu o carro, pegou
alguma coisa, voltou, entrou e foi até a casa dele. Na casa, o pai do
amigo teria perguntado a ele queria que buzinasse, alguma coisa assim. O
menino disse que não, porque os pais, a avó e a tia-avó estariam
dormindo. Então, ele procurou descartar qualquer tipo de aproximação de
estranhos da casa", relatou o delegado.
Suspeito
A Polícia Militar acredita que o garoto Marcelo Pesseghini foi à escola pela manhã após já ter assassinado os parentes. O comandante da Polícia Militar, coronel Benedito Roberto Meira, afirmou em entrevista ao SPTV que câmeras de segurança mostram uma pessoa, que seria Marcelo, estacionando o veículo da policial à 1h15 de segunda próximo ao Colégio Stella Rodrigues, na Rua João Machado.
A Polícia Militar acredita que o garoto Marcelo Pesseghini foi à escola pela manhã após já ter assassinado os parentes. O comandante da Polícia Militar, coronel Benedito Roberto Meira, afirmou em entrevista ao SPTV que câmeras de segurança mostram uma pessoa, que seria Marcelo, estacionando o veículo da policial à 1h15 de segunda próximo ao Colégio Stella Rodrigues, na Rua João Machado.
A pessoa sai após as 6h30, com uma mochila nas costas e entra na
escola. Esse primeiro vídeo, no entanto, não permitia confirmar com
exatidão que a pessoa é o garoto, o que teria ocorrido com a localização
de um segundo vídeo.
Para a Polícia Militar, as mortes dos parentes de Marcelo, em duas
casas que ficam num mesmo terreno na Rua Dom Sebastião, na Vila
Brasilândia, aconteceram entre a noite de domingo (4) e a madrugada de
segunda-feira.
O coronel Benedito Meira afirmou que está descartada a possibilidade
de vingança. “Nós descartamos possibilidade de retaliação por parte de
facção. A casa não estava revirada, não há sinais de arrombamento",
afirmou.
Menino canhoto
Segundo o coronel Benedito Meira, "o menino era canhoto, o disparo foi feito do lado esquerdo da cabeça dele e a arma estava debaixo do corpo do adolescente". No entanto, ele ressaltou que a polícia não descarta que outras linhas de investigação possam aparecer nos próximos dias. No boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil consta que o adolescente encontrado morto "empunhava a arma na mão esquerda, debaixo do corpo".
Segundo o coronel Benedito Meira, "o menino era canhoto, o disparo foi feito do lado esquerdo da cabeça dele e a arma estava debaixo do corpo do adolescente". No entanto, ele ressaltou que a polícia não descarta que outras linhas de investigação possam aparecer nos próximos dias. No boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil consta que o adolescente encontrado morto "empunhava a arma na mão esquerda, debaixo do corpo".
Nesta terça-feira, Fábio Luiz Pesheghini, irmão de Luís Marcelo,
afirmou que o sobrinho não era canhoto. "Pelo que eu sei ele era destro.
Eu tenho quase certeza que ele era destro”, disse. Segundo Fabio, o
sobrinho era “tranquilo, uma criança normal, que não dava trabalho para
os pais, mal saía de casa”. Ele disse desconhecer se o irmão e a cunhada
recebiam ameaças.
VEJA AS FOTOS DO CRIME:
Movimentação no velório do casal de policiais militares e de seus familiares no Cemitério Gethsemani, em São Paulo, na tarde desta terça-feira (06)
Velório do casal de policiais militares, do filho deles de 12 anos, da avó e da tia no Cemitério Gethsêmani Anhanguera em São Paulo (SP), na tarde desta terça-feira (6).
Estacionado perto da escola onde o filho estudava, o carro da família do casal de PMs tem na traseira um popular adesivo de 'família feliz'
Corpos de família de PMs são levados em comboio para cemitério
Residência de família de policiais militares amanhece lacrada na Rua Dom Sebastião, no bairro da Brasilândia, Zona Norte de São Paulo
Portão da casa da família, que amanheceu lacrada na Rua Dom Sebastião, no Bairro da Brasilândia
Residência de família de policiais militares amanhece lacrada na Rua Dom Sebastião, no bairro da Brasilândia, Zona Norte de São Paulo
Cinco pessoas são achadas mortas, entre elas um casal de PMs, na casa da família na Brasilândia, Zona Norte de São Paulo. A princípio, a suspeita foi de ação de criminosos contra a polícia
Movimentação de policiais em frente à casa da família durante a madrugada
O casal de policiais militares Andréia Regina Bovo Pesseghini e Luís Marcelo Pesseghini
0 Comentários