Protesto acontece em frente ao antigo Hotel Tropicana, no Centro da capital Trânsito no local está sendo desviado pela Semob.
De acordo com um dos moradores da ocupação, que se identificou apenas como Gilderlândio, a manifestação se deve ao fato da energia elétrica ter sido cortada no local. "Daqui a dois meses a gente vai receber nossas casas, podendo esperar um pouco, eles foram lá e desligaram a energia, pela segunda vez", explicou.
Juliana Cruz da Silva, que também mora na ocupação, explica que o corte aconteceu no sábado. "Faz três dias que a gente está sem energia, levaram até os fios que a gente comprou. Podiam ter esperado a gente receber a casa, tem mulher grávida, idoso e criança aqui dentro que precisa de energia elétrica", disse.
Segundo o documento, a ligação clandestina é crime previsto no Código Penal e causa prejuízo para os clientes, ocupantes do imóvel e também pedestres que usam a calçada, conforme um relatório emitido pelo Corpo de Bombeiros. A Energisa informou ainda que aguarda a apresentação da documentação pertinente à regularização do imóvel e de um novo relatório do Corpo de Bombeiros para reestabelecer o fornecimento de energia.
Segundo a Semob, o ato começou por volta das 10h30, por meio da queima de colchões, pneus, móveis velhos e papéis, e agentes realizam os desvios pelas ruas Índio Piragibe e Odilon Mesquita, para o acesso à avenida João Machado e o trânsito na rua Padre Azevedo está sendo desviado pela rua Guedes Pereira. O acesso na rua General Osório está restrito aos ônibus intermunicipais. Até as 12h20, o trânsito no local permanecia interditado.
A Polícia Militar estava no local até as 12h realizando a segurança da manifestação. De acordo com a polícia, no início do protesto houve um confronto com os policiais pois os manifestantes queriam ampliar o local do protesto. A polícia utilizou armas não-letais e conseguiu dispersar as pessoas para manter o ato apenas no local onde está. Ainda de acordo com a polícia, os moradores não querem negociar a liberação da via com a polícia e pedem às autoridades responsáveis que o problema seja resolvido.
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