Uma mulher de 28 anos registrou boletim de ocorrência acusando um motoboy do aplicativo Uber de participação em um assalto ocorrido na madrugada de quinta-feira (21) em Salvador, Bahia. O caso ganhou repercussão após o celular da vítima ser roubado e vídeos íntimos dela e de uma parente, que seria sua irmã, serem vazados nas redes sociais.
Segundo o relato da vítima, identificada como Jennifer, ela contratou uma corrida pelo aplicativo para retornar para casa. Durante o trajeto, uma motocicleta se aproximou e um homem armado roubou apenas o celular dela. Jennifer afirma que o motorista, identificado como Carlos, demonstrou comportamento suspeito antes e durante o assalto, como hesitação ao acelerar e falta de reação diante da abordagem. Ela também disse que o motoboy se recusou a ir à delegacia prestar depoimento após o crime.
O caso se agravou com o vazamento dos vídeos íntimos que estavam armazenados no aparelho roubado. As imagens começaram a circular em grupos de WhatsApp e redes sociais, causando grande impacto emocional na vítima e em sua família.
Diante das acusações, Carlos negou qualquer envolvimento. Em depoimento, ele afirmou ter sido pego de surpresa pelo assaltante, que ameaçou ambos com uma arma. Disse que agiu por medo e seguiu as ordens para não reagir. Ele apresentou ao delegado seu histórico no aplicativo, com mais de 5 mil corridas e avaliações positivas, como prova de boa conduta.
Além de se defender, Carlos registrou um boletim de ocorrência por difamação, alegando que teve sua imagem exposta como criminoso sem provas. Ele também relatou ter recebido ameaças de internautas após o caso viralizar.
A Delegacia de Proteção à Mulher investiga o assalto e o vazamento das imagens. As versões dos dois envolvidos são contraditórias, e a polícia analisa câmeras de segurança e dados do aplicativo para esclarecer se houve cumplicidade. O inquérito também apura o crime de pornografia de vingança, já que o compartilhamento de vídeos íntimos sem consentimento é punido pela lei.
Ambos, Jennifer e Carlos, afirmam ser vítimas: ela do assalto e do vazamento, ele da acusação e das ameaças. O caso segue em investigação.


































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